sábado, 23 de março de 2013
Soja - True Love
"I need true love
Do you know what you mean to me
(True love)
Does it show as I live and I breath
(True love)
In the valley of the shadow, I know you'll be.
(True love)
I defense, I conquer death
And I conquer the enemy (envy)."
Olly Murs - I Need You Now
"Is everywhere that I go is standing alone in the crowd
And I need you now... I need you now
I wonder how you kiss, how you fight, how you laugh, how you smile
All of the time"
And I need you now... I need you now
I wonder how you kiss, how you fight, how you laugh, how you smile
All of the time"
terça-feira, 12 de março de 2013
Jacques Demolay e o Século XXI
Muito embora já tenham se passado mais de 500 anos, ainda me sinto na época de Jacques DeMolay, na qual a intolerância, a ignorância e a tirania massacrou os vulneráveis defensores dos Direitos Humanos e de uma nova ordem social mundial.
Nossos avanços são notáveis, mas temos de continuar adiante, fortalecendo um novo paradigma em nossa sociedade.
domingo, 10 de março de 2013
MÉDICOS VERSUS PLANOS DE SAÚDE (Drauzio Varella)
MÉDICOS VERSUS PLANOS DE SAÚDE
Drauzio Varella
Médicos que vivem da clínica particular são aves raríssimas. Mais de 97% prestam serviços aos planos de saúde e recebem de R$ 8 a R$ 32 por consulta. Em média, R$ 20.
Os responsáveis pelos planos de saúde alegam que os avanços tecnológicos encarecem a assistência médica de tal forma que fica impossível aumentar a remuneração sem repassar os custos para os usuários já sobrecarregados. Os sindicatos e os conselhos de medicina desconfiam seriamente de tal justificativa, uma vez que as empresas não lhes permitem acesso às planilhas de custos.
Tempos atrás, a Fipe realizou um levantamento do custo de um consultório-padrão, alugado por R$ 750 num prédio cujo condomínio custasse apenas R$ 150 e que pagasse os seguintes salários: R$ 650 à atendente, R$ 600 a uma auxiliar de enfermagem, R$ 275 à faxineira e R$ 224 ao contador. Somados os encargos sociais (correspondentes a 65% dos salários), os benefícios, as contas de luz, água, gás e telefone, impostos e taxas da prefeitura, gastos com a conservação do imóvel, material de consumo, custos operacionais e aqueles necessários para a realização da atividade profissional, esse consultório-padrão exigiria R$ 5.179,62 por mês para sua manutenção.
Voltemos às consultas, razão de existirem os consultórios médicos. Em princípio, cada consulta pode gerar de zero a um ou mais retornos para trazer os resultados dos exames pedidos. Os técnicos calculam que 50% a 60% das consultas médicas geram retornos pelos quais os convênios e planos de saúde não desembolsam um centavo sequer.
Façamos a conta: a R$ 20 em média por consulta, para cobrir os R$ 5.179,62 é preciso atender 258 pessoas por mês. Como cerca de metade delas retorna com os resultados, serão necessários: 258 + 129 = 387 atendimentos mensais unicamente para cobrir as despesas obrigatórias. Como o número médio de dias úteis é de 21,5 por mês, entre consultas e retornos deverão ser atendidas 18 pessoas por dia!
Se ele pretender ganhar R$ 5.000 por mês (dos quais serão descontados R$ 1.402 de impostos) para compensar os seis anos de curso universitário em tempo integral pago pela maioria que não tem acesso às universidades públicas, os quatro anos de residência e a necessidade de atualização permanente, precisará atender 36 clientes todos os dias, de segunda a sexta-feira. Ou seja, a média de 4,5 por hora, num dia de oito horas ininterruptas.
Por isso, os usuários dos planos de saúde se queixam: “Os médicos não examinam mais a gente”; “O médico nem olhou a minha cara, ficou de cabeça baixa preenchendo o pedido de exames enquanto eu falava”; “Minha consulta durou cinco minutos”.
É possível exercer a profissão com competência nessa velocidade? Com a experiência de quem atende doentes há quase 40 anos, posso garantir-lhes que não é. O bom exercício da medicina exige, além do exame físico cuidadoso, observação acurada, atenção à história da moléstia, à descrição dos sintomas, aos fatores de melhora e piora, uma análise, ainda que sumária, das condições de vida e da personalidade do paciente. Levando em conta, ainda, que os seres humanos costumam ser pouco objetivos ao relatar seus males, cabe ao profissional orientá-los a fazê-lo com mais precisão para não omitir detalhes fundamentais. A probabilidade de cometer erros graves aumenta perigosamente quando avaliamos quadros clínicos complexos entre dez e 15 minutos.
O que os empresários dos planos de saúde parecem não enxergar é que, embora consigam mão-de-obra barata – graças à proliferação de faculdades de medicina que privilegiou números em detrimento da qualidade -, acabam perdendo dinheiro ao pagar honorários tão insignificantes: médicos que não dispõem de tempo a “perder” com as queixas e o exame físico dos pacientes, pedem exames desnecessários. Tossiu? Raios X de tórax. O resultado veio normal? Tomografia computadorizada. É mais rápido do que considerar as características do quadro, dar explicações detalhadas e observar a evolução. E tem boa chance de deixar o doente com a impressão de que está sendo cuidado.
A economia no preço da consulta resulta em contas astronômicas pagas aos hospitais, onde vão parar os pacientes por falta de diagnóstico precoce, aos laboratórios e serviços de radiologia, cujas redes se expandem a olhos vistos pelas cidades brasileiras. Por essa razão, os concursos para residência de especialidades que realizam procedimentos e exames subsidiários estão cada vez mais concorridos, enquanto os de clínica e cirurgia são desprestigiados.
Aos médicos, que atendem a troco de tão pouco, só resta a alternativa de explicar à população que é tarefa impossível trabalhar nessas condições e pedir descredenciamento em massa dos planos que oferecem remuneração vil. É mais respeitoso com a medicina procurar outros meios de ganhar a vida do que universalizar o cinismo injustificável do “eles fingem que pagam, a gente finge que atende”.
O usuário, ao contratar um plano de saúde, deve sempre perguntar quanto receberão por consulta os profissionais cujos nomes constam da lista de conveniados. Longe de mim desmerecer qualquer tipo de trabalho, mas eu teria medo de ser atendido por um médico que vai receber bem menos do que um encanador cobra para desentupir o banheiro da minha casa. Sinceramente.
Drauzio Varella
Médicos que vivem da clínica particular são aves raríssimas. Mais de 97% prestam serviços aos planos de saúde e recebem de R$ 8 a R$ 32 por consulta. Em média, R$ 20.
Os responsáveis pelos planos de saúde alegam que os avanços tecnológicos encarecem a assistência médica de tal forma que fica impossível aumentar a remuneração sem repassar os custos para os usuários já sobrecarregados. Os sindicatos e os conselhos de medicina desconfiam seriamente de tal justificativa, uma vez que as empresas não lhes permitem acesso às planilhas de custos.
Tempos atrás, a Fipe realizou um levantamento do custo de um consultório-padrão, alugado por R$ 750 num prédio cujo condomínio custasse apenas R$ 150 e que pagasse os seguintes salários: R$ 650 à atendente, R$ 600 a uma auxiliar de enfermagem, R$ 275 à faxineira e R$ 224 ao contador. Somados os encargos sociais (correspondentes a 65% dos salários), os benefícios, as contas de luz, água, gás e telefone, impostos e taxas da prefeitura, gastos com a conservação do imóvel, material de consumo, custos operacionais e aqueles necessários para a realização da atividade profissional, esse consultório-padrão exigiria R$ 5.179,62 por mês para sua manutenção.
Voltemos às consultas, razão de existirem os consultórios médicos. Em princípio, cada consulta pode gerar de zero a um ou mais retornos para trazer os resultados dos exames pedidos. Os técnicos calculam que 50% a 60% das consultas médicas geram retornos pelos quais os convênios e planos de saúde não desembolsam um centavo sequer.
Façamos a conta: a R$ 20 em média por consulta, para cobrir os R$ 5.179,62 é preciso atender 258 pessoas por mês. Como cerca de metade delas retorna com os resultados, serão necessários: 258 + 129 = 387 atendimentos mensais unicamente para cobrir as despesas obrigatórias. Como o número médio de dias úteis é de 21,5 por mês, entre consultas e retornos deverão ser atendidas 18 pessoas por dia!
Se ele pretender ganhar R$ 5.000 por mês (dos quais serão descontados R$ 1.402 de impostos) para compensar os seis anos de curso universitário em tempo integral pago pela maioria que não tem acesso às universidades públicas, os quatro anos de residência e a necessidade de atualização permanente, precisará atender 36 clientes todos os dias, de segunda a sexta-feira. Ou seja, a média de 4,5 por hora, num dia de oito horas ininterruptas.
Por isso, os usuários dos planos de saúde se queixam: “Os médicos não examinam mais a gente”; “O médico nem olhou a minha cara, ficou de cabeça baixa preenchendo o pedido de exames enquanto eu falava”; “Minha consulta durou cinco minutos”.
É possível exercer a profissão com competência nessa velocidade? Com a experiência de quem atende doentes há quase 40 anos, posso garantir-lhes que não é. O bom exercício da medicina exige, além do exame físico cuidadoso, observação acurada, atenção à história da moléstia, à descrição dos sintomas, aos fatores de melhora e piora, uma análise, ainda que sumária, das condições de vida e da personalidade do paciente. Levando em conta, ainda, que os seres humanos costumam ser pouco objetivos ao relatar seus males, cabe ao profissional orientá-los a fazê-lo com mais precisão para não omitir detalhes fundamentais. A probabilidade de cometer erros graves aumenta perigosamente quando avaliamos quadros clínicos complexos entre dez e 15 minutos.
O que os empresários dos planos de saúde parecem não enxergar é que, embora consigam mão-de-obra barata – graças à proliferação de faculdades de medicina que privilegiou números em detrimento da qualidade -, acabam perdendo dinheiro ao pagar honorários tão insignificantes: médicos que não dispõem de tempo a “perder” com as queixas e o exame físico dos pacientes, pedem exames desnecessários. Tossiu? Raios X de tórax. O resultado veio normal? Tomografia computadorizada. É mais rápido do que considerar as características do quadro, dar explicações detalhadas e observar a evolução. E tem boa chance de deixar o doente com a impressão de que está sendo cuidado.
A economia no preço da consulta resulta em contas astronômicas pagas aos hospitais, onde vão parar os pacientes por falta de diagnóstico precoce, aos laboratórios e serviços de radiologia, cujas redes se expandem a olhos vistos pelas cidades brasileiras. Por essa razão, os concursos para residência de especialidades que realizam procedimentos e exames subsidiários estão cada vez mais concorridos, enquanto os de clínica e cirurgia são desprestigiados.
Aos médicos, que atendem a troco de tão pouco, só resta a alternativa de explicar à população que é tarefa impossível trabalhar nessas condições e pedir descredenciamento em massa dos planos que oferecem remuneração vil. É mais respeitoso com a medicina procurar outros meios de ganhar a vida do que universalizar o cinismo injustificável do “eles fingem que pagam, a gente finge que atende”.
O usuário, ao contratar um plano de saúde, deve sempre perguntar quanto receberão por consulta os profissionais cujos nomes constam da lista de conveniados. Longe de mim desmerecer qualquer tipo de trabalho, mas eu teria medo de ser atendido por um médico que vai receber bem menos do que um encanador cobra para desentupir o banheiro da minha casa. Sinceramente.
sexta-feira, 8 de março de 2013
Demokratia
Demo cracia é poder ao povo. Neste final de semana, irão explodir várias manifestações em todos os estados em repúdio à nomeação do Pastor Feliciano e também contra Renan Calheiros. Agora, vocês sabem o que eles - deputados e senadores - farão? Em sua maioria, nada. Por quê? Fisiologismo político - de uma forma mais clara: estão interessados no poder que lhes foi concedido em nome do povo, e não no povo em si, e, para isso, se submetem a alianças e ações escusas e antiéticas, como por exemplo eleger e manter um deputado claramente homofóbico e racista na comissão de Direitos Humanos.
Para combater isso, nasceu a #rede, que traz um debate programático, que acolha as minorias e a maioria também, buscando uma reflexão e consciência melhor e maior de sociedade. E, diga-se de passagem, ética e direitos humanos são questões que não se submetem ao voto - são, na verdade, princípios mínimos exigidos em uma sociedade democrática e, portanto, em seus representantes políticos.
Engraçado que, para muitos, democracia é simplesmente sinônimo de "governo da maioria" "decidido pelo voto" etc, mas o povo é povo, com suas diferenças, com suas identidades próprias e - dentro dessa diversidade - ainda assim é Nação. Precisamos assumir essa postura no Brasil, um País sabidamente multiétnico, multicultural, que abriga diversas religiões, permite o desenvolvimento de diferentes sexualidades. Democracia mesmo será quando conseguirmos acolher todas essas demandas, desde que pautadas na justiça social.
Democracia da maioria é fascismo, e visa justamente destruir aquilo que há de bom em nós, todas essas diversidades, as quais fazem da vida em sociedade uma escola de valores e vivências para cada cidadão. O fascismo aliena e diminui o potencial de humanidade, fazendo do ser humano uma mera máquina não-pensante e acrítica.
Portanto, o que temos aí hoje não é democracia (claro, muito embora não seja um fascismo). Mas devemos compreender o que, de fato, ela é para que trabalhemos forte e constantemente por isso.
Para combater isso, nasceu a #rede, que traz um debate programático, que acolha as minorias e a maioria também, buscando uma reflexão e consciência melhor e maior de sociedade. E, diga-se de passagem, ética e direitos humanos são questões que não se submetem ao voto - são, na verdade, princípios mínimos exigidos em uma sociedade democrática e, portanto, em seus representantes políticos.
Engraçado que, para muitos, democracia é simplesmente sinônimo de "governo da maioria" "decidido pelo voto" etc, mas o povo é povo, com suas diferenças, com suas identidades próprias e - dentro dessa diversidade - ainda assim é Nação. Precisamos assumir essa postura no Brasil, um País sabidamente multiétnico, multicultural, que abriga diversas religiões, permite o desenvolvimento de diferentes sexualidades. Democracia mesmo será quando conseguirmos acolher todas essas demandas, desde que pautadas na justiça social.
Democracia da maioria é fascismo, e visa justamente destruir aquilo que há de bom em nós, todas essas diversidades, as quais fazem da vida em sociedade uma escola de valores e vivências para cada cidadão. O fascismo aliena e diminui o potencial de humanidade, fazendo do ser humano uma mera máquina não-pensante e acrítica.
Portanto, o que temos aí hoje não é democracia (claro, muito embora não seja um fascismo). Mas devemos compreender o que, de fato, ela é para que trabalhemos forte e constantemente por isso.
terça-feira, 5 de março de 2013
Radicalismo alheio radicaliza a si próprio.
Radicalismo alheio radicaliza a si próprio.
Eis minha autocrítica: tento estabelecer debate com quem não deseja debate, mas abate. Nesse caso, mais vale ficar quieto com seus ideais, deixando os abutres a comer carniça alheia.
Falha minha, nasci com neura por diplomacia. Espero um dia ainda vencer isso e aprender que, às vezes, o silêncio é o maior argumento de bons valores e ideais. E o trabalho - com resultados - é a maior prova de que o caminho é esse mesmo.
Eis minha autocrítica: tento estabelecer debate com quem não deseja debate, mas abate. Nesse caso, mais vale ficar quieto com seus ideais, deixando os abutres a comer carniça alheia.
Falha minha, nasci com neura por diplomacia. Espero um dia ainda vencer isso e aprender que, às vezes, o silêncio é o maior argumento de bons valores e ideais. E o trabalho - com resultados - é a maior prova de que o caminho é esse mesmo.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Meu Eu Político
Em resposta a uma pergunta no ask.fm:
qual sua história com a política? digo, como se descobriu socialista e o que faz para colocar sua ideologias em movimento?
Evidente que isso é uma construção permanente, visto que tudo começou antes mesmo de eu nascer, com minha própria mãe se envolvendo com a política na militância dos movimentos sociais.
No entanto, o estopim de meu envolvimento com a política está relatado neste link: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=394482550600369&set=a.190245621024064.43417.100001158814241&type=3&theater
Desde então, acompanhando de perto a política eleitoral, com o auxílio de meus queridos amigos Nildão e Angela, pude conhecer melhor esse meio e aumentar ainda mais meu interesse.
De 2004 a 2006, estive profundamente envolvido com o PCdoB, Partido Comunista do Brasil, fato que começou a transformar meus princípios de justiça e igualdade em algo mais sólido, fundamentado nas teorias de Marx e Engels.
Por vários motivos, principalmente minha divergência com o partido em temas como apoio incondicional ao Presidente Lula, posição sobre assuntos polêmicos, entre outros, acabei me afastando. Mas sempre mantive o carinho pela Angela e pelo Nildão - o qual, inclusive, já havia migrado para o PT.
Ainda em 2004, formei uma chapa para as eleições do Grêmio Estudantil do Educandário Imaculada Conceição e, após uma política de alianças, resolvi sair da presidência da chapa para ser o 1º secretário da vencedora, para que, assim, ganhasse experiência.
Em 2006, reativei o Grêmio Estudantil do Colégio Catarinense (Teotônio Vilela), alcançando com meus companheiros de chapa a vitória da eleição, sob o cargo de presidente.
Essas duas experiências me trouxeram muita sabedoria para os próximos passos, porque infelizmente as duas deram errado, principalmente a segunda. Eu ainda precisava evoluir muito para conseguir exercer minha liderança com certa excelência.
Em 2008, novamente prestei apoio à candidatura da Angela, que disputava dessa vez a prefeitura da Capital. Ainda nesse ano, ingressei na Ordem DeMolay, que, muito além de um clube de amigos, era uma escola de liderança e incentivadora de valores primordiais para nossos tempos.
A cada eleição, fervia no meu sangue a vontade de participar da política. Nunca foi diferente, desde 2002.
Em 2010, pude ter minha melhor experiência com a política, tomando conhecimento da figura ímpar de Marina Silva, que em tempos de predomínio populista e desenvolvimentista - legado do ex-presidente Lula -, defendeu a ética e transparência, a sustentabilidade, um novo jeito de fazer política. Fui atrás, me inteirei, fortaleci meus ideais e fiz campanha pela Marina - me tornei um sonhático, junto com seus demais apoiadores. Novamente divergi do PCdoB e da esquerda tradicional, a qual acusou a Marina de fazer o jogo da direita, impedindo a eleição em 1º turno da Dilma e, sobretudo, de Plínio, do PSOL, que acusava-a de ser ecocapitalista, a serviço dos grandes empresários. Vi isso sob o olhar do que pregava Marina, como ela chamava de "velha política", até porque ele, que se dizia comunista, detinha um patrimônio milionário - e intitulava-a de ecocapitalista! Pasmém!
Em 2011, vi com alegria nascer o Movimento pela Nova Política, que congregou não só Marina Silva, mas também outros políticos que eu admirava, como Cristóvam Buarque e Heloísa Helena. Seus princípios, expostos no Manifesto (disponível aqui: http://novapolitica.com.br/page/movimento) iam exatamente ao encontro daquilo que eu pensava e defendia na sociedade.
Em 2012, novamente apoiei Angela Albino nas eleições municipais, cuja candidatura trouxe um programa de governo ideal para Florianópolis, em todas as áreas. Infelizmente, por um infortúnio político, ela não passou do primeiro turno e foram para o segundo turno justamente as forças da situação política catarinense e florianopolitana, as forças que representavam as oligarquias regionais e a direita. Indignado, junto com outras pessoas que articulavam o voto nulo, fundei o movimento Acorda Floripa, com a intenção de mostrar a indignação que não só eu, nem só meus colegas fundadores, mas também e sobretudo os 20% de votos de abstenção e os 36% de votos que as forças da oposição - Angela e Elson - haviam ganhado. O Acorda era um espaço virtual onde era possível fazer denúncias sobre a cidade e a intenção era que se transformasse em um espaço de democracia participativa. Temos vários projetos para tocar, junto ao Acorda, mas confesso que no momento estamos um pouco parados no momento. No entanto, em meio às eleições em 2012, no segundo turno, fizemos em articulação com movimentos sociais da cidade a Marcha da Insatisfação e conseguimos reunir mais de 200 pessoas no centro da Capital, denunciando nossa insatisfação com a cidade e com o rumo das eleições, com a perpetuação das forças reacionárias.
Agora em 2013, inicio o ano me envolvendo com a formação do novo partido político, a nova Rede pela Nova Política, liderada por Marina Silva. É minha esperança para a política no Brasil, da qual eu já havia desistido e estava investindo tão somente em ONGs e movimentos sociais.
Esqueci de falar sobre minha atuação política na faculdade. Na primeira e segunda fase fui representante de turma; na segunda fui membro da Comissão Pedagógica, que discutia o defasado currículo do curso; na terceira, fui Coordenador Local de Estágios e Vivências, o que me levou à Recife para o FEV, uma excelente experiência de vida; ano passado, fui a São Paulo no COBEM - Congresso Brasileiro de Educação Médica -, onde fui indicado para ser Vice-Representante Discente Regional (de SC e PR) para a Associação Brasileira de Educação Médica.
Quanto ao socialismo, em si, tudo começou em 2004, com o PCdoB, conforme falei. À medida que me afastei do partido, comecei a ir atrás sozinho de informações sobre o socialismo e me identifiquei com os ideais utópicos, pregador por Gracchus Babeuf, Charles Fourier e, mais recentemente, Liév Tolstói. Como também me envolvi com o vegetarianismo, estou profundamente alinhado aos ideais ecossocialistas, junto a Marina Silva.
Bom, creio que falei um pouco de tudo sobre minha história com a política. :)
qual sua história com a política? digo, como se descobriu socialista e o que faz para colocar sua ideologias em movimento?
Evidente que isso é uma construção permanente, visto que tudo começou antes mesmo de eu nascer, com minha própria mãe se envolvendo com a política na militância dos movimentos sociais.
No entanto, o estopim de meu envolvimento com a política está relatado neste link: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=394482550600369&set=a.190245621024064.43417.100001158814241&type=3&theater
Desde então, acompanhando de perto a política eleitoral, com o auxílio de meus queridos amigos Nildão e Angela, pude conhecer melhor esse meio e aumentar ainda mais meu interesse.
De 2004 a 2006, estive profundamente envolvido com o PCdoB, Partido Comunista do Brasil, fato que começou a transformar meus princípios de justiça e igualdade em algo mais sólido, fundamentado nas teorias de Marx e Engels.
Por vários motivos, principalmente minha divergência com o partido em temas como apoio incondicional ao Presidente Lula, posição sobre assuntos polêmicos, entre outros, acabei me afastando. Mas sempre mantive o carinho pela Angela e pelo Nildão - o qual, inclusive, já havia migrado para o PT.
Ainda em 2004, formei uma chapa para as eleições do Grêmio Estudantil do Educandário Imaculada Conceição e, após uma política de alianças, resolvi sair da presidência da chapa para ser o 1º secretário da vencedora, para que, assim, ganhasse experiência.
Em 2006, reativei o Grêmio Estudantil do Colégio Catarinense (Teotônio Vilela), alcançando com meus companheiros de chapa a vitória da eleição, sob o cargo de presidente.
Essas duas experiências me trouxeram muita sabedoria para os próximos passos, porque infelizmente as duas deram errado, principalmente a segunda. Eu ainda precisava evoluir muito para conseguir exercer minha liderança com certa excelência.
Em 2008, novamente prestei apoio à candidatura da Angela, que disputava dessa vez a prefeitura da Capital. Ainda nesse ano, ingressei na Ordem DeMolay, que, muito além de um clube de amigos, era uma escola de liderança e incentivadora de valores primordiais para nossos tempos.
A cada eleição, fervia no meu sangue a vontade de participar da política. Nunca foi diferente, desde 2002.
Em 2010, pude ter minha melhor experiência com a política, tomando conhecimento da figura ímpar de Marina Silva, que em tempos de predomínio populista e desenvolvimentista - legado do ex-presidente Lula -, defendeu a ética e transparência, a sustentabilidade, um novo jeito de fazer política. Fui atrás, me inteirei, fortaleci meus ideais e fiz campanha pela Marina - me tornei um sonhático, junto com seus demais apoiadores. Novamente divergi do PCdoB e da esquerda tradicional, a qual acusou a Marina de fazer o jogo da direita, impedindo a eleição em 1º turno da Dilma e, sobretudo, de Plínio, do PSOL, que acusava-a de ser ecocapitalista, a serviço dos grandes empresários. Vi isso sob o olhar do que pregava Marina, como ela chamava de "velha política", até porque ele, que se dizia comunista, detinha um patrimônio milionário - e intitulava-a de ecocapitalista! Pasmém!
Em 2011, vi com alegria nascer o Movimento pela Nova Política, que congregou não só Marina Silva, mas também outros políticos que eu admirava, como Cristóvam Buarque e Heloísa Helena. Seus princípios, expostos no Manifesto (disponível aqui: http://novapolitica.com.br/page/movimento) iam exatamente ao encontro daquilo que eu pensava e defendia na sociedade.
Em 2012, novamente apoiei Angela Albino nas eleições municipais, cuja candidatura trouxe um programa de governo ideal para Florianópolis, em todas as áreas. Infelizmente, por um infortúnio político, ela não passou do primeiro turno e foram para o segundo turno justamente as forças da situação política catarinense e florianopolitana, as forças que representavam as oligarquias regionais e a direita. Indignado, junto com outras pessoas que articulavam o voto nulo, fundei o movimento Acorda Floripa, com a intenção de mostrar a indignação que não só eu, nem só meus colegas fundadores, mas também e sobretudo os 20% de votos de abstenção e os 36% de votos que as forças da oposição - Angela e Elson - haviam ganhado. O Acorda era um espaço virtual onde era possível fazer denúncias sobre a cidade e a intenção era que se transformasse em um espaço de democracia participativa. Temos vários projetos para tocar, junto ao Acorda, mas confesso que no momento estamos um pouco parados no momento. No entanto, em meio às eleições em 2012, no segundo turno, fizemos em articulação com movimentos sociais da cidade a Marcha da Insatisfação e conseguimos reunir mais de 200 pessoas no centro da Capital, denunciando nossa insatisfação com a cidade e com o rumo das eleições, com a perpetuação das forças reacionárias.
Agora em 2013, inicio o ano me envolvendo com a formação do novo partido político, a nova Rede pela Nova Política, liderada por Marina Silva. É minha esperança para a política no Brasil, da qual eu já havia desistido e estava investindo tão somente em ONGs e movimentos sociais.
Esqueci de falar sobre minha atuação política na faculdade. Na primeira e segunda fase fui representante de turma; na segunda fui membro da Comissão Pedagógica, que discutia o defasado currículo do curso; na terceira, fui Coordenador Local de Estágios e Vivências, o que me levou à Recife para o FEV, uma excelente experiência de vida; ano passado, fui a São Paulo no COBEM - Congresso Brasileiro de Educação Médica -, onde fui indicado para ser Vice-Representante Discente Regional (de SC e PR) para a Associação Brasileira de Educação Médica.
Quanto ao socialismo, em si, tudo começou em 2004, com o PCdoB, conforme falei. À medida que me afastei do partido, comecei a ir atrás sozinho de informações sobre o socialismo e me identifiquei com os ideais utópicos, pregador por Gracchus Babeuf, Charles Fourier e, mais recentemente, Liév Tolstói. Como também me envolvi com o vegetarianismo, estou profundamente alinhado aos ideais ecossocialistas, junto a Marina Silva.
Bom, creio que falei um pouco de tudo sobre minha história com a política. :)
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