sábado, 13 de abril de 2013

"Os candidatos são todos iguais", Frei Betto


FREI BETTO

TENDÊNCIAS/DEBATES

"Os candidatos são todos iguais"

Estamos sujeitos ao governo do nascimento à morte. Política não é como jiló ou ópera. Ficar indiferente a ela tem um preço: ser refém do governante da vez

Época de eleição é época de emoção. A razão entra em férias, a sensibilidade fica à flor da pele. Em família e no trabalho, todos manifestam as suas opiniões.

O tom varia do palavrão a desqualificar toda a árvore genealógica do candidato à veneração acrítica de quem o julga perfeito. Marido briga com a mulher, pai com o filho, amigo com amigo, cada um convencido de que possui a melhor análise sobre os candidatos...

Um terceiro grupo insiste em se manter indiferente ao período eleitoral. Todos os candidatos são considerados corruptos, mentirosos, aproveitadores ou demagogos (ou tudo ao mesmo tempo).

Mas não há saída: estamos todos sujeitos ao Estado. Ficar indiferente é passar cheque em branco, assinado e de valor ilimitado, ao candidato vitorioso. Governo e Estado são indiferentes à nossa indiferença, aos nossos protestos individuais.

É compreensível uma pessoa não gostar de ópera, de jiló ou da cor marrom. E mesmo de política. Impossível é ignorar que todos os aspectos de nossa existência, do primeiro respiro ao último suspiro, têm a ver com política.

A classe social em que cada um de nós nasceu decorre da política vigente no país. Houvesse menos injustiça e mais distribuição da riqueza, ninguém nasceria entre a miséria e a pobreza. Como nenhum de nós escolheu a família e a classe social em que veio a este mundo, somos todos filhos da loteria biológica. O que não deveria ser considerado privilégio por quem nasceu nas classes média e rica, e sim dívida social para com aqueles que não tiveram a mesma sorte.

Somos ministeriados do nascimento à morte. Ao nascer, o registro segue para o Ministério da Justiça. Vacinados, ao da Saúde; ao ingressar na escola, ao da Educação; ao arranjar emprego, ao do Trabalho; ao tirar habilitação, ao das Cidades; ao aposentar-se, ao da Previdência Social; ao morrer, retorna-se ao Ministério da Justiça. E nossas condições de vida, como renda e alimentação, dependem dos ministérios da Fazenda e do Planejamento.

Em tudo há política. Para o bem ou para o mal.

O Brasil é o resultado das eleições de outubro. Para melhor ou para pior. E os que o governam são escolhidos pelo voto de cada eleitor.

Faça como o Estado: deixe de lado a emoção e pense com a razão. As instituições públicas são movidas por políticos e pessoas indicadas por eles. Todos os funcionários são nossos empregados. A nós devem prestar contas. Temos o direito de cobrar, exigir, reivindicar, e eles o dever de responder às nossas expectativas.

A autoridade é a sociedade civil. Exerça-a. Não dê seu voto a corruptos nem se deixe enganar pela propaganda eleitoral. Vote no futuro melhor de seu município. Vote na justiça social, na qualidade de vida da população, na cidadania plena.

CARLOS ALBERTO LIBÂNIO CHRISTO, 67, o Frei Betto, frade dominicano, é escritor, assessor de movimentos sociais e autor de "Calendário do Poder" (Rocco), entre outros livros

Radical

Sei que minhas ideias parecem moderadas, mas sou extremamente radical em favor de uma democracia plena.

Um novo paradigma político


Acho interessante (e me irrita, admito) quando dizem:
"mas (fulano) nunca vai chegar no poder
sem apoio"

Questiono:
1) Quem disse que (fulano) quer chegar no poder?
2) E se o que se deseja é, na verdade, compartilhar o poder?
3) De que vale chegar ao poder, com "apoio", se nele não se poderá fazer aquilo que se acredita, com base em princípios os quais na vida inteira se edificaram?

Reflexão:
Esse paradigma posto como "democracia" nos dias atuais precisa ser reformado. A forma como nos relacionamos e o sistema político pelo qual nossa sociedade se organiza deve ser revolucionado. A lógica do poder pelo poder, do pragmatismo político e do fisiologismo partidário deve ser superada.

Posto isso, compartilho meu insight:
A política tem urgentemente de se renovar - e aqui não falo da simples troca de nomes de nossos representantes, mas das ideias que permeiam nossa forma de nos relacionar. Uma renovação de paradigma.

terça-feira, 9 de abril de 2013

O Destino

 Não tem nada melhor do que poder "dizer" ao destino: obrigado por ter dificultado as coisas naquele momento, daquela forma.

Dias como hoje me dão a certeza de que tudo é predestinado e harmônico. E, em certos momentos, por mais que a revolta e a ansiedade tomem conta, o melhor que há a fazer é ter calma, paciência e simplesmente "aguardar" (o que não é sinônimo de não fazer nada).

É preciso nadar com a maré! Nossa vida tem um destino, só precisamos utilizar as ondas ao nosso favor.

sábado, 6 de abril de 2013

Little Things - One Direction


"I've just let these little things
Slip out of my mouth
Because it's you"

Quem serei?


O meu questionamento é: devo ser médico e tocar meu lado cidadão-político-filósofo concomitantemente, ou me dedicar exclusivamente ao 2º, talvez em uma outra profissão, que me dê mais tempo e energia de fazer isso que eu gosto tanto?

Infelizmente, a Medicina por si só não me completa e ela suga muito minha energia.

Esta é a minha única incerteza quanto a continuar na Medicina: será que conseguirei estudá-la e praticá-la, sem ter que ofertar exclusividade em troca? Porque também se for para ser um mal médico, nem vou perder meu tempo...

Para quem se ou me questiona, está aí um pouco do que passa em minha cabeça sobre minha escolha profissional.
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